Ney Neto
Ney Neto
Mediador
Maite Faitarone
Maite Faitarone
Painelista
Guilherme Miotto
Guilherme Miotto
Painelista
Moa Vianna
Moa Vianna
Painelista

Painel · Fórum Eventos 2026

O Futuro das Relações Homem-Máquina

IA Agêntica e Automatização de Processos — como agentes inteligentes deixam de ser ferramentas de apoio e passam a operar como camada ativa das empresas, da comunicação e das relações humanas.

Painel Fórum Eventos 2026 12 de Maio 08h30 Villa Blue Tree
3 painelistas
Maite, Guilherme e Moa
10 + 1
Perguntas + abertura para todos
1 vídeo
Demo do agente da Maite
12 mai
Terça · 08h30 · Villa Blue Tree

Sobre o painel

O recorte do painel

Um painel sobre a virada da IA agêntica: o momento em que os agentes deixam de responder perguntas e passam a executar processos, tomar decisões e conduzir interações. A mediação de Ney Neto articula três perspectivas complementares no palco — Maite (conteúdo e marca pessoal), Guilherme (IA agêntica como produto e operação) e Moa (IA aplicada em tempo real) — para mapear o que muda nas relações entre pessoas, empresas e sistemas quando a automação ganha autonomia.

Tese central

A IA agêntica como camada ativa

IA agêntica está deixando de ser ferramenta de apoio e começando a operar como camada ativa das empresas, da comunicação e das relações humanas. O painel parte dessa hipótese para discutir o que muda quando agentes inteligentes ganham autonomia, contexto e execução — e o que continua sendo, indubitavelmente, humano.

De ferramenta a camada

O agente não está mais ao lado do processo — está dentro dele. Atende cliente, dispara fluxo, escreve proposta, agenda follow-up. A relação homem-máquina deixa de ser de uso e vira de convivência operacional.

Convivência

Autonomia com contexto

A virada agêntica não é só sobre executar — é sobre executar com contexto. Memória persistente, integração com sistemas, capacidade de aprender com cada interação. É a diferença entre macro e agente.

Contexto

O que continua humano

Visão, repertório, sensibilidade e capacidade de criar significado em meio à automação. O diferencial humano não desaparece — fica mais raro e mais valioso à medida que a camada agêntica avança.

Humanidade

A IA agêntica está deixando de ser ferramenta de apoio e começando a operar como camada ativa das empresas, da comunicação e das relações humanas.

— Tese central do painel · Fórum Eventos 2026

Conteúdo do painel

O que cada um defende sobre IA no mercado

Em vez de transcrever pergunta por pergunta, este bloco sintetiza a ideia central que cada participante levou ao palco — a posição que define como cada um lê a presença da IA no mercado hoje. São quatro lentes complementares: mediação estratégica, autenticidade na criação, IA aplicada à operação de empresas e eventos, e agentes técnicos em produção.

Ney Neto
Ney Neto
Mediador · Sócio da Biobots
A leitura do mediador

"A IA já passou da fase 'hype vs ceticismo'. Agora o que importa é distinguir quem só consome IA como gerador de texto de quem constrói agentes que executam, decidem e se acoplam aos processos."

Como sócio da Biobots — empresa que cria agentes de IA e avatares de pessoas reais — Ney opera diariamente na fronteira em que personalidade humana vira interface tecnológica. No painel, conduziu a conversa puxando de cada painelista o ângulo mais singular sobre o mesmo movimento de mercado.

Mediação estratégica Biobots Avatares de IA
Guilherme Miotto
Guilherme Miotto
CEO e Fundador · Nobox Group
IA na operação real de empresas, times e eventos

"IA agêntica vale o que executa. O jogo decisivo não é 'que LLM eu uso' — é que tarefas do meu negócio eu já consigo entregar a um agente autônomo."

Com mais de 15 mil eventos realizados como CEO da Nobox Group — uma das três empresas que mais utilizam Claude no mundo —, Guilherme trouxe a leitura de quem já roda agentes em produção real. Apresentou o Jarvis, agente da Nobox que organiza atrás de um único ponto focal todas as interações com o público dos eventos: datas, RSVP, atendimento, curadoria de palestrantes.

Operação real Top 3 Claude 15 mil eventos Jarvis
Moa Vianna
Moa Vianna
Sócio e Fundador · Orya
Agentes técnicos e tradução em tempo real

"Botar IA num processo que você nunca resolveu vai potencializar o caos. A chave não é o agente — é entender primeiro o próprio processo."

Sócio e fundador da Orya, startup de tradução para eventos, Moa trouxe a leitura técnica de quem constrói agentes em produção. Citou o caso real: empresa nos EUA com US$ 1 bilhão de valor de mercado operada por uma única pessoa + diversos agentes em marketing, atendimento e vendas. Fechou o painel com a regra prática: o gargalo não é técnico, é de engenharia de prompt.

Orya Tradução em tempo real Engenharia de prompt
Maite Faitarone
Maite Faitarone
Criadora da Maitech · Influenciadora de Tecnologia e IA
Autenticidade, marca pessoal e IA como multiplicador

"A IA virou o novo padrão. Por isso a autenticidade humana virou o novo diferencial."

Influenciadora de tecnologia e IA com mais de 2 milhões de seguidores entre TikTok e Instagram, e criadora da Maitech — agente de IA que carrega imagem e conhecimento dela para interagir com seguidores e clientes. Para Maite, a IA é poderosíssima como aliada da produção — mas a entrega final precisa carregar o lado humano. Sem vulnerabilidade, repertório e intenção, o conteúdo gerado artificialmente vira ruído.

2M+ seguidores Maitech Autenticidade

Insights principais

O que ficou do painel

Cinco leituras que formam a tese prática do painel — o que muda quando IA agêntica deixa de ser conceito e vira camada operacional dentro de empresas, times e eventos. A leitura de Guilherme Miotto abre o bloco, pelo peso prático que ele traz: mais de 15 mil eventos realizados e agentes já rodando em produção dentro da Nobox.

1. IA agêntica é infraestrutura de operação — não "hype de slide"

Guilherme Miotto trouxe, com lastro de mais de 15 mil eventos realizados, a leitura mais decisiva do painel: o jogo da IA nas empresas não é sobre "qual LLM eu uso", é sobre quais tarefas do meu negócio eu já consigo entregar a um agente autônomo. Dentro da Nobox, isso virou prática: o Jarvis organiza atrás de um único ponto focal todas as interações com o público dos eventos (datas, RSVP, atendimento, curadoria). A operação, a gestão de times e a relação com cliente passam a ter uma camada agêntica acoplada. O filtro pra separar valor de barulho é simples: entrega real de resultado, não "coisa legal numa apresentação".

2. A unidade de medida virou alavancagem por agente — não headcount

Moa citou o caso real (abril de 2026, EUA): empresa de tratamento estético/emagrecimento, 1 pessoa na operação, diversos agentes em marketing, triagem e atendimento, US$ 1 bilhão de valor de mercado. "Antes, quanto mais funcionário, mais vale a empresa. Hoje é o contrário". Para a gestão, é uma virada de eixo: o desenho do time deixa de ser por cargos e passa a ser por agentes especializados acoplados a poucos humanos de alta alavancagem.

3. Automação ruim potencializa caos — não resolve

"Botar IA num processo que você nunca resolveu vai potencializar o caos" (Moa). Antes de automatizar, mapear. O passo prévio é entender o processo manual e enxergar onde o agente entrega ganho real. Sem isso, é só um caos mais rápido — e mais caro.

4. Agente é extensão do humano — não substituição

A Maitech é descrita por Maite como "expansão digital do cérebro humano dela". Não é um chatbot que finge ser ela — é uma camada que carrega o repertório dela para escalar a conexão com 2 milhões de seguidores. Insight transversal: bons agentes amplificam o operador humano. A camada agêntica não apaga a personalidade — multiplica o alcance dela.

5. Conteúdo padronizado é o novo "tudo igual" — autenticidade virou diferencial

"Tudo muito plástico, muito de mentira" (Maite). Todo mundo aprendeu a usar IA da mesma forma — carrossel, calendário, ChatGPT. Quem se diferencia é quem coloca o lado humano dentro. A IA virou o novo padrão; a autenticidade virou o novo diferencial. Para marca pessoal e para marca corporativa, vale a mesma regra: IA acelera produção, humano garante conexão.

6. O primeiro passo é prompt, não código

"Não é necessário um desenvolvedor." A barreira de entrada para IA na empresa não é técnica — é de qualidade de contexto. Dar profundidade, narrar a situação, especificar o resultado esperado. "Sair da superfície da pergunta" (Moa). O ROI da IA na sua empresa começa na pergunta que você faz, não na ferramenta que você compra.

Momentos marcantes

As frases que vão circular

Quatro cenas que prenderam a sala — entre a demonstração ao vivo, a provocação econômica, o convidado de bastidor que virou agente e o robô humanoide no palco.

A Maitech entregou o resumo do próprio painel

Maite anunciou no meio do painel: "Ao final, a Maitech vai distribuir o resumo dessa conversa preparado por outro agente autônomo, o Jarvis. O Jarvis manda pra Maitech, e a Maitech dispara para vocês via WhatsApp." Não foi promessa — foi entrega ao vivo. A plateia presenciou um agente lendo o painel em tempo real e outro agente distribuindo. Demonstração mais clara do tema que o próprio título prometia.

Demo ao vivo Multi-agente

O Jarvis, agente de IA da Nobox apresentado por Guilherme Miotto

Guilherme Miotto apresentou o Jarvis — agente de IA da Nobox que entrega o resumo realizado com base em todo o conteúdo tratado no painel. O Jarvis é capaz de transcrever e traduzir conteúdo em 14 idiomas, tanto em legenda quanto em voz, além de resumir conteúdos técnico-científicos com capacidade de aprender o vocabulário técnico necessário para qualquer especialidade. Foi ele quem leu o painel em tempo real, gerou o resumo e entregou para a Maitech distribuir aos participantes via WhatsApp.

14 idiomas · voz + legenda Resumo técnico-científico

O robô humanoide subiu ao palco

Com salva de palmas e música de entrada, Ney Neto fez subir ao palco um robô humanoide controlado por um piloto humano (o "Esquinho"). Ney usou a cena para projetar o próximo capítulo da IA: "Imagina que a Maite tem o robô dela em casa, e o cérebro digital dela continua educando o robô. Tem um momento em que esse cérebro digital se funde ao corpo físico." Tesla, Boston Dynamics e Nissan foram citadas como referências mundiais. "A robótica não vai parar de avançar. É o início de uma nova era — como a revolução industrial."

Robótica Cérebro+Corpo

A provocação dos 95% do MIT

Ney Neto, conduzindo a mediação, jogou ao painel a bola pesada: "Eu li um estudo do MIT que diz que 95% das empresas de IA estão no caminho mas ainda não geram caixa. Vocês trabalham em empresas AI-first. Hype? Bolha? Mudança estrutural?" Moa respondeu com calma: "Amadurecimento e velocidade que a IA está produzindo no mercado já passou de hype. 95% não está acertando porque é modelo de negócio de startup — mortalidade é gigante. O que entrega valor real, otimiza tempo, recursos, ganhos práticos — é onde mora o sucesso de qualquer coisa."

MIT 95% Hype vs valor

Filosofia · Manifesto

O diferencial humano em meio à automação

O painel encerra com um manifesto curto — uma posição clara sobre o que está em jogo na transição agêntica. Não é otimismo ingênuo nem alarmismo defensivo: é a leitura de que automação avançada redefine relações, e que o trabalho humano se concentra nos lugares onde só o humano gera valor real. A discussão aponta para uma estrutura organizacional híbrida — em que pessoas e agentes de IA passam a funcionar de forma cada vez mais integrada, dividindo execução, decisão e criação dentro da operação.

A IA não está apenas automatizando tarefas. Ela está redefinindo relações entre pessoas, empresas e sistemas. O diferencial humano continuará sendo visão, repertório, sensibilidade e capacidade de criar significado em meio à automação.

— Manifesto de encerramento · Painel IA Agêntica · Fórum Eventos 2026

O que a IA redefine

Relações entre pessoas, entre empresas e entre sistemas. A camada agêntica reorganiza fluxos de decisão, hierarquias informais e o desenho dos serviços de ponta a ponta.

Relações Sistemas

O que permanece humano

Visão, repertório, sensibilidade e capacidade de criar significado. As quatro frentes onde a curva de produtividade da IA encosta na curva de valor humano e devolve protagonismo às pessoas.

Visão Repertório Sensibilidade Significado

A nova organização híbrida

O painel aponta para uma estrutura em que pessoas e agentes de IA funcionam de forma cada vez mais integrada — dividindo execução, decisão e criação dentro da operação. O time deixa de ser apenas humano e passa a ser desenhado em camadas: humanos que dirigem, agentes que executam, todos plugados nos mesmos processos. É o desenho organizacional que sustenta a tese de empresas mais enxutas, rápidas e competitivas.

Estrutura híbrida Humanos + Agentes

Quem está no palco

Mediador e Painelistas

Quatro trajetórias que se completam no palco: Ney Neto conduzindo o painel com clareza e ritmo; Maite trazendo o ângulo do criador de conteúdo escalado por IA; Guilherme como referência em IA agêntica e CEO da Nobox Group, ancorando o painel com profundidade técnica e o caso prático do agente Jarvis; Moa apresentando o caso prático da Orya, IA aplicada operando em produção real.

Ney Neto

Mediador do painel · IA & Web3

Sócio da Biobots, empresa especialista em agentes de IA e avatares de celebridades e anônimos. Especialista em eventos, tecnologia e IA, atua na vanguarda da aplicação prática de IA agêntica e Web3 (assina como "neyneto.eth"). Conduziu o painel articulando as perguntas individuais para Maite, Guilherme e Moa, ancorando as transições entre temas e trazendo as provocações que estruturaram a conversa — incluindo o estudo do MIT sobre 95% das empresas de IA. Abriu espaço para uma participação especial da plateia e fez subir ao palco o robô humanoide, conectando o painel à demonstração mais visual da manhã. Manteve o ritmo entre os quatro grandes blocos: autenticidade, automação, agentes em operação e futuro físico-digital.

Mediação IA & Web3 LinkedIn ↗ Instagram ↗

Maite Faitarone

Painelista · Influenciadora de Tecnologia e IA

Influenciadora e criadora de conteúdo sobre tecnologia e IA, com foco em TikTok e Instagram, somando mais de 2 milhões de seguidores. É também criadora da Maitech — agente de IA que utiliza imagem e conhecimento da Maitê para interagir com seus seguidores e clientes. No painel, demonstrou ao vivo a Maitech funcionando no WhatsApp e, ao final, o próprio agente distribuiu o resumo da conversa para o público em tempo real, gerado por outro agente autônomo chamado Jarvis.

Maitech Agente no WhatsApp 2,75M seguidores

Guilherme Miotto

Painelista · Especialista em Eventos, Marketing e IA

CEO e Fundador da Nobox Group, Especialista em eventos, marketing e IA, com mais de 15 mil eventos realizados ao longo da carreira. A Nobox Group é uma holding organizada em três pilares complementares: a Nobox Digital — engajamento digital, conteúdo, social media e growth; a Nobox Eventos — que opera infraestrutura, audiovisual e cenografia para eventos corporativos e congressos; e a Nobox Tech — dedicada a IA aplicada, IA agêntica e automação de processos. Atualmente, a Nobox figura entre os Top 3 do mundo em utilização do Claude, posicionando o grupo como um dos principais players globais em IA agêntica aplicada.

CEO Nobox Group Referência em IA Robótica

Moa Vianna

Painelista · Especialista em Agentes e Tradução com IA

Sócio e fundador da Orya, startup de tradução para eventos. Apresentada por ele mesmo como "a primeira IA que permite interagir com o conteúdo das palestras em tempo real", com tradução simultânea embarcada em aplicativo. Mais de 10 anos no ecossistema de tecnologia e inovação. No painel, foi a voz técnica de IA agêntica aplicada: descreveu a transição da Orya de processos manuais para seis agentes em desenvolvimento, citou Sam Altman sobre a empresa unicórnio operada por uma única pessoa (caso real já em operação nos EUA), e fechou com a regra prática mais útil — comece pelo prompt, não pelo desenvolvedor.

Orya Agentes Tradução em tempo real